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Pesquisador da UFSCar é destaque no Prêmio Mercosul de C&T

O professor Bruno Campos Janegitz, do Departamento de Ciências da Natureza, Matemática e Educação (DCNME-Ar) do Campus Araras da UFSCar, foi um dos destaques na 13ª edição do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia – cujo tema foi “Tecnologias para a Economia do Conhecimento” – por desenvolver um sensor eletroquímico de DNA para a detecção de predisposição ao câncer de mama. Participaram da competição representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, que apresentaram projetos ao comitê avaliador da premiação em cinco categorias. O docente da UFSCar conquistou menção honrosa na categoria Jovens Pesquisadores, em prêmio anunciado na última sexta-feira, dia 18 de maio.

Segundo o docente, o trabalho premiado foi tema da dissertação de mestrado em Física Biomolecular da aluna Laís Ribovski, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), sob sua orientação, e contou com a participação de Valtencir Zucolotto, professor do IFSC. “O estudo foi realizado no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), no IFSC, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Física da USP, no qual estava, à época, credenciado”, lembra Janegitz. O sensor eletroquímico de DNA, patenteado no ano de 2016, detecta a mutação BRCA 1, que está relacionada com a predisposição ao câncer de mama. A tecnologia consiste em um bastão de polímero, que tem um condutor elétrico interno. Ao colocar uma amostra de sangue ou de saliva em contato com este eletrodo, tem-se o diagnóstico. “Se não houver mutação do DNA, significa que não há defeito genético. Mas, se houver essa mudança de DNA, é possível que aquele indivíduo tenha alta probabilidade no desenvolvimento do câncer de mama”, sintetiza o professor.

Após concluídas as pesquisas laboratoriais, os pesquisadores aguardam possíveis investimentos da iniciativa privada para conseguir levar os testes ao mercado e, assim, beneficiar a população. “O grande diferencial desse método em relação a alguns semelhantes já existentes é o baixo custo – acreditamos que esse exame ficaria em torno de 70 reais”, avalia o pesquisador.

Na opinião de Janegitz, a conquista no Prêmio Mercosul de Tecnologia traz incentivos a jovens pesquisadores como ele. “Isso nos motiva a dar continuidade aos nossos estudos, uma vez que a UFSCar e a USP têm desenvolvido várias tecnologias que saem da Academia e que podem chegar à comunidade, caso haja investimentos governamentais e da iniciativa privada”, destaca o docente. Os vencedores do Prêmio receberão uma homenagem em um dos países do Mercosul, em data ainda a ser definida.

Sobre o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia
Instituído em 1997 pela Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT), o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia objetiva reconhecer os melhores trabalhos de estudantes, jovens pesquisadores e equipes de pesquisa, que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico, e incentivar a realização de pesquisa científica, tecnológica e a inovação no Mercosul. Além disso, contribui para o processo de integração regional por meio do estímulo à difusão das realizações e dos avanços científicos e tecnológicos. Mais informações sobre a iniciativa e sobre os premiados em 2018 podem ser acessadas no site do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Publicado por: Adriana Arruda
Em 27/05/2018