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Projeto na UFSCar visa fortalecer empreendimentos da economia solidária

Promover práticas de consumo éticas, responsáveis e solidárias, relações diretas entre produtores e consumidores e o incremento do sistema de economia solidária é a proposta do projeto de extensão “Comercialização de produtos da economia solidária no Campus São Carlos da UFSCar: fortalecimento de empreendimentos e atendimento à comunidade universitária”. “E tudo isso por meio da oferta de produtos saudáveis, com preço justo, produzidos com base em princípios de conservação ambiental e de promoção de igualdade social”, explica Ana Lucia Cortegoso, docente aposentada do Departamento de Psicologia (DPsi) da Universidade, coordenadora do projeto e membro da equipe do Núcleo Multidisciplinar Integrado de Estudos, Formação e Intervenção em Economia Solidária (NuMI-EcoSol) da UFSCar.

Nesse contexto, uma estratégia foi apoiar a criação de uma feira semanal – que acontece todas as quartas-feiras, das 11 às 14 horas, no Campus da Universidade -, incentivando a comercialização, a partir de empreendimentos e iniciativas da economia solidária, proposta indicada pelo grupo de produtores, com o apoio da equipe do NuMI-Ecosol. A feira é uma das onze linhas de ação do NuMI, chamada de Comercialização e Consumo, e surgiu em 2014, por demanda dos próprios produtores, alguns dos quais já faziam parte do Núcleo desde 2006. “A gente comercializava os produtos próximo ao Diretório Central de Estudantes (DCE). Este ano mudamos para em frente ao Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH), com parceria do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos da UFSCar (SinTUFSCar). A visibilidade está muito maior. Tem proporcionado vendas melhores e mais contatos para outros trabalhos além da feira”, conta a empreendedora Juliana Oliveira. 

De acordo com Cortegoso, a feira é uma das instâncias da economia solidária, considerando que é autogestionária, e uma forma de fomento direto à comercialização de produtos oriundos de trabalho coletivo, produtores individuais e da agricultura familiar. O conjunto dos integrantes da feira muda, mas muitos, como o empreendimento coletivo Recriarte, estão desde o início. Daniel Alves, membro do Recriarte, diz que o grupo é composto por 20 pessoas e que o NuMI e a feira foram essenciais para a formação e manutenção do coletivo. “Nosso empreendimento foi criado com o apoio do Núcleo e a feira é fundamental para comercializar os materiais que fabricamos com papéis recicláveis. Por estarmos aqui, também recebemos várias encomendas de materiais para eventos acadêmicos, o que colabora para a continuidade do nosso trabalho”, afirma Alves.

Atualmente, a feira oferece produtos artesanais, brechó, sebo, alimentos in natura e processados, como sucos, hambúrgueres e salgados vegetarianos e veganos. São, neste momento, seis empreendimentos coletivos, individuais e da agricultura familiar presentes semanalmente no evento. Também faz parte da feira o grupo PET EcoSol (Programa de Educação Tutorial – Conexões – Economia Solidária), formado por alunos de diversos cursos de graduação da UFSCar, coordenados pelo professor Joelson Gonçalves de Carvalho, do Departamento de Ciências Sociais (DCSo). “Nós comercializamos livros e roupas a preços superacessíveis. Com a verba, realizamos atividades de capacitação, pesquisa e apoio dentro do próprio PET e, consequentemente, para os empreendimentos que compõem a feira”, relata João Pedro Mazzochi, estudante do curso de Engenharia Química e integrante do PET.

Os empreendimentos de economia solidária, coletivos ou individuais, que queiram fazer parte da feira podem entrar em contato com o grupo do NuMI-EcoSol pelos e-mails ana.lucia.cortegoso@gmail.com ou numiecosol@ufscar.br.

Publicado por: Mariana Ignatios
Em 25/06/2018